Talvez o propósito da vida seja ser protagonista da própria história
E se o propósito não fosse encontrar uma grande missão?
Talvez essa seja uma das perguntas que mais fazemos ao longo da vida. Procuramos respostas em sonhos, profissões, relacionamentos, conquistas e até naquilo que acreditamos que deveríamos estar fazendo.
Mas e se o propósito de vida não fosse necessariamente encontrar uma grande missão?
E se, antes de descobrir o que viemos fazer, precisássemos aprender a estar presentes na própria vida?
Talvez o seu propósito seja ser protagonista da sua própria história.
Ser protagonista não significa controlar a própria história
Isso não significa ter controle sobre tudo o que acontece. A vida também é feita de acontecimentos que não escolhemos, perdas que não esperávamos, caminhos que mudam de repente e momentos em que simplesmente não sabemos para onde ir.
Ser protagonista não é controlar a história. É decidir como você participa dela.
É perceber que, mesmo quando algumas páginas foram escritas por circunstâncias que você não escolheu, ainda existem páginas em branco esperando por você.
Escolher uma vida que tenha a ver com quem você é
Talvez ser protagonista seja começar a fazer escolhas que realmente tenham a ver com quem você é, em vez de viver tentando corresponder ao que esperam de você.
Permitir-se mudar de direção
É reconhecer quando algo já não faz sentido. É mudar de direção sem considerar isso um fracasso. É permitir-se recomeçar. É entender que não existe uma única versão de você que precisa permanecer a vida inteira.
O perigo de viver no automático
E talvez seja justamente aí que esteja uma parte importante do propósito: não viver no automático.
Porque podemos passar anos cumprindo papéis, seguindo expectativas, buscando aprovação e esperando que alguma coisa finalmente nos faça sentir que estamos vivendo a vida certa.
Enquanto isso, a vida está acontecendo.
Uma pergunta diferente sobre propósito
Talvez você não precise encontrar uma resposta definitiva para a pergunta “qual é o meu propósito?”. Talvez precise começar com uma pergunta diferente:
“Que tipo de pessoa eu quero ser enquanto vivo a minha vida?”
A resposta pode mudar com o tempo. E tudo bem.
Você não precisa ter todas as respostas
Você não precisa ter todas as respostas para assumir o protagonismo. Às vezes, basta começar a fazer uma escolha diferente, tomar uma decisão que estava adiando, dizer não para aquilo que já não cabe ou simplesmente voltar a olhar para si.
Porque talvez o propósito não seja chegar a algum lugar específico.
Não passar pela própria vida como espectador
Talvez seja não passar pela própria vida como espectador.
Talvez seja estar aqui, sentir, escolher, aprender, mudar, cair, levantar e continuar escrevendo.
A sua vida não precisa parecer extraordinária para ter significado
Afinal, a sua vida não precisa parecer extraordinária para ter significado.
Ela precisa ser, de alguma forma, sua.


