Você já parou para pensar no que realmente te motiva?
Motivação significa ter um motivo para agir. Mas aquilo que desperta vontade em uma pessoa pode não fazer nenhum sentido para outra.
O que me motiva pode não fazer sentido para você.
Por isso, talvez antes de procurar motivação fora de si, seja necessário olhar para dentro e descobrir o que realmente importa. Ninguém pode entregar a você um propósito pronto, porque aquilo que dá sentido à sua vida é particular.
O que realmente faz sentido para você?
É muito fácil passar a vida perseguindo objetivos que parecem importantes porque todo mundo está perseguindo.
Queremos determinadas coisas porque fomos ensinados que deveríamos querê-las. Estabelecemos metas, fazemos planos e imaginamos que, quando finalmente alcançarmos aquilo, alguma coisa dentro de nós vai mudar.
Mas você já se perguntou por que quer aquilo?
Antes de colocar outra meta no papel, talvez seja mais importante descobrir o que realmente tem significado para você.
Porque uma meta pode indicar onde você quer chegar, mas é o motivo que existe por trás dela que pode sustentar o caminho.
Você está vivendo ou apenas seguindo o piloto automático?
Às vezes, você nem sabe responder o que quer.
Não porque não tenha capacidade de pensar sobre isso, mas porque simplesmente está vivendo.
Você acorda de manhã, come pão, toma um café, fica ansioso por algum motivo, entra nas redes sociais, vai para a aula ou para o trabalho, volta para casa, escuta música, assiste a um filme e dorme.
No outro dia, tudo começa novamente.
E depois de um tempo, chega mais um ano.
Você pensa em colocar algumas metas no papel outra vez.
Escreve.
Planeja.
Mas, quando percebe, aquilo continua apenas no papel.
Então pare um pouco e pergunte:
O que você está fazendo?
Onde você está?
Você está vivendo de maneira consciente ou apenas seguindo o piloto automático?
O que você está fazendo de você?
Essa talvez seja uma pergunta difícil de responder.
O que você está fazendo de você através das escolhas que repete todos os dias?
O que você quer ser?
Onde você está nesse espaço-tempo da sua vida?
Não significa que você precise controlar tudo o que acontece. A vida também é feita de acontecimentos que não escolhemos.
Mas existe uma diferença entre reconhecer aquilo que não está sob nosso controle e simplesmente permitir que tudo decida por nós.
É aí que a autonomia começa a ganhar importância.
Você é um pião no jogo que a vida vai movendo?
Pense em um pião.
Quando alguém o coloca para girar, ele começa a se movimentar de acordo com a força que recebeu. Ele gira, muda de direção conforme as circunstâncias e continua enquanto tiver movimento.
Agora imagine uma pessoa vivendo dessa maneira.
Uma escolha feita pela família.
Uma expectativa social.
Uma comparação.
Uma obrigação.
Uma rotina.
Um caminho que ela começou a seguir e nunca mais questionou.
As circunstâncias vão dando pequenos empurrões e ela continua se movimentando.
Mas em algum momento pode surgir uma pergunta:
“Eu estou escolhendo essa direção ou apenas sendo levado por ela?”
Essa é uma diferença importante.
Você não controla todas as circunstâncias da sua vida, mas pode começar a observar quais escolhas são realmente suas.
Ter autonomia não significa saber exatamente onde você estará daqui a dez anos.
Às vezes, significa apenas perceber que você pode escolher o próximo passo.
Quando a dor e o desejo nos fazem agir
Nós somos frequentemente movidos pela dor e pelo prazer.
Às vezes existe algo muito ruim que você realmente não quer continuar vivendo.
Uma situação que se tornou insustentável.
Um comportamento que já não deseja repetir.
Uma rotina da qual quer sair.
A dor pode se tornar um motivo para agir.
Mas também existe aquilo que está diante de você e que deseja profundamente.
Algo que você quer experimentar.
Construir.
Conquistar.
Viver.
Nesse caso, não é a vontade de fugir de alguma coisa que te movimenta, mas a vontade de caminhar em direção a algo que considera importante.
Talvez a motivação possa nascer justamente desses dois movimentos: afastar-se daquilo que você não quer mais e aproximar-se daquilo que deseja viver.
Descobrir seu propósito exige olhar para a própria vida
Talvez você ainda não saiba qual é o seu propósito.
E talvez não precise saber imediatamente.
Descobrir o que te motiva pode ser um processo de conhecimento da própria vida.
Observar o que desperta seu interesse.
Perceber aquilo que tem valor para você.
Questionar caminhos que antes pareciam óbvios.
Entender o que você não quer mais.
Experimentar.
Mudar.
Recomeçar.
Antes de perguntar apenas “qual é a minha próxima meta?”, talvez seja necessário perguntar:
“Por que eu quero isso?”
“Isso realmente faz sentido para mim?”
“Que tipo de vida estou construindo com as escolhas que faço hoje?”
Porque talvez você não precise de mais uma lista de metas.
Talvez precise, primeiro, descobrir por que vale a pena caminhar em determinada direção.
E então volto à pergunta do início:
O que te motiva?
Talvez a resposta não esteja em uma frase pronta, em outra pessoa ou em alguma fórmula para encontrar motivação.
Talvez ela comece quando você decide olhar para a própria vida e perguntar, com honestidade:
O que eu quero fazer de mim?
Estou escolhendo meu caminho ou apenas girando conforme os movimentos da vida?
Porque, enquanto você não fizer essas perguntas, pode continuar se movimentando por muito tempo sem perceber que está apenas sendo levado.


